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Quando uma vaga fica difícil de preencher, será que o problema está na vaga?

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Quando uma empresa passa semanas ou até meses tentando encontrar um profissional, é comum concluir que simplesmente não existem candidatos qualificados.

Em alguns casos, isso realmente acontece.

Mas também pode existir outro problema: a própria vaga pode estar afastando ou limitando os profissionais que poderiam ocupá-la.

Antes de aumentar a divulgação ou iniciar mais uma rodada de entrevistas, vale analisar se a oportunidade está estruturada de forma realista.

Será que todos os requisitos são realmente necessários?

Algumas vagas acumulam uma lista extensa de exigências.

A empresa procura experiência, formação específica, domínio de vários sistemas, determinadas características comportamentais e ainda espera que o candidato esteja disponível para condições específicas de horário ou localização.

O resultado pode ser uma vaga praticamente impossível de preencher.

Vale separar o que é:

Essencial: aquilo que a pessoa realmente precisa saber para exercer a função.

Desejável: aquilo que pode ser desenvolvido depois da contratação.

Essa diferença pode ampliar consideravelmente o número de profissionais compatíveis.

A descrição da vaga está clara?

Uma vaga com poucas informações pode gerar dúvidas.

O candidato precisa entender, pelo menos, o que fará, onde trabalhará, qual será a jornada e quais são os principais requisitos.

Quanto mais distante a divulgação estiver da realidade da função, maior a chance de atrair pessoas desalinhadas ou afastar quem poderia ter interesse.

As condições são compatíveis com o mercado?

Não basta analisar apenas os requisitos.

É importante olhar para aquilo que a empresa oferece.

Salário, benefícios, horário, localização, possibilidades de desenvolvimento e modelo de trabalho podem influenciar diretamente o interesse dos profissionais.

Em um mercado em que 80% dos empregadores brasileiros relatam dificuldade para encontrar os profissionais de que precisam, revisar a própria proposta da vaga pode ser tão importante quanto ampliar a busca por candidatos.

O perfil procurado realmente existe?

Outro ponto é verificar se a empresa está procurando uma combinação muito específica de características.

Talvez esteja tentando encontrar alguém que tenha experiência em várias funções diferentes, conheça diversos sistemas e esteja disposto a aceitar condições que não são comuns para aquele perfil.

Nesse caso, pode ser necessário repensar o que realmente precisa ser encontrado pronto e o que pode ser desenvolvido internamente.

Antes de abrir novamente a vaga, faça algumas perguntas

  • Quais requisitos são indispensáveis?
  • O salário está adequado à função?
  • A jornada e o local de trabalho são competitivos?
  • A descrição corresponde à realidade?
  • Algumas competências poderiam ser desenvolvidas depois da contratação?
  • Estamos procurando uma pessoa ou uma combinação impossível de encontrar?

Essas perguntas podem revelar problemas que estavam escondidos no processo.

Contratar também pode ser desenvolver

Em um mercado com dificuldade de encontrar profissionais qualificados, esperar que todos os candidatos cheguem completamente prontos pode limitar as possibilidades.

Em algumas situações, contratar alguém que possui uma boa base e capacidade de aprendizado pode ser mais estratégico do que insistir durante meses na busca pelo profissional “perfeito”.

Quando uma vaga não é preenchida, o problema nem sempre está nos candidatos.

Às vezes, é necessário revisar a própria oportunidade.

Reavaliar requisitos, condições e possibilidades de desenvolvimento pode tornar a vaga mais realista e ampliar o acesso a profissionais com potencial.

Antes de perguntar “onde estão os candidatos?”, talvez valha perguntar:“Nossa vaga está preparada para encontrá-los?”

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